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Solar das Sete Mortes

Atualizado: 29 de mai. de 2025

Localização: Rua do Passo, Centro Histórico de Salvador, Bahia/Brasil


(Foto internet)


História:

Construída na segunda metade do século XVII, no qual de acordo com dados históricos, o prédio foi construído para uso exclusivamente residencial.

Sua arquitetura mescla alguns estilos: português, espanhol, árabe e mouro, com detalhes inglês na parte interna da casa.

Trecho a seguir retirado em cópia do site oficial Iphan: Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional.


Casa urbana que se desenvolve em dois pavimentos e mais um sótão, em torno de um pátio interno, com revestimento de azulejos seiscentistas nas paredes e de mármore no piso.


Em torno do pátio, nos dois pavimentos, abrem-se galerias de circulação. Pode-se encontrar ainda, a casa de banhos com banheira encrustada de conchas. A caixa externa da construção é constituída de alvenaria de pedra com paredes internas do tipo francês.

Sua fachada é revestida de azulejos azuis portugueses da segunda metade do séc. XIX, e o vestíbulo decorado com azulejos ingleses da mesma época. As janelas do pavimento superior são do tipo janela-rasgada com balcão e recebem ornamentos no estilo D. Maria I.

(Foto internet)

No ano de 1943, foi tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, como patrimônio nacional, possui grande valor histórico e arquitetônico.


Porque Casa das Sete Mortes?


No ano de 1756, ocorreram alguns homicídios, segundo documentos dos Arquivo Público da Bahia.


(Foto internet)


Apesar de levar o nome de 07 mortes, segundo os documentos e registros oficiais com base em investigações, aconteceram 04 assassinatos na residência e em todos foram usados facas. As investigações aconteceram durante anos e não conseguiram até o momento, explicar as mortes.


(Foto internet)


Os 04 Assassinatos:


Padre Manoel de Almeida Pereira, 02 escravos e 01 empregado.


Ano de 1881:


No ano de 1881, Joaquim Esteves dos Santos, proprietário da casa, veio a falecer (não encontrei registros sobre a morte). Joaquim, deixou a casa para suas filhas Ana Inocência Esteves Alfama e Ernestina Esteve dos Santos Guimarães.


No ano de 1936, Ernestina Esteves dos Santos Guimarães doa a propriedade para à Casa Pia e Colégio dos Órfãos de São Joaquim.


(Foto internet)


Somando os 04 assassinatos que consta em registro, mais uma morte, aparentemente de forma natural, a propriedade soma 05 mortes no total, talvez as outras duas, possam estar ligadas aos antigos proprietários ou alguma morte que tenha ocorrido na época de sua construção e até o momento não se tem notícias oficiais.


(Foto internet)


Cronologia:


Séc. XVII – Fundação da casa. Nela residiu no século imediato o Padre Manuel de Almeida;


1755 – Segundo o Livro do Tribunal das Relações da Bahia, sucederam neste ano, não sete mortes, mas (04) quatro por homicídio, na casa;


1795 – Casa pertence a D. Catarina de Senna da Silva Marinho;


1881 – Morre Joaquim Esteves dos Santos deixando a casa para suas filhas Ana Inocência Esteves Alfama e Ernestina Esteve dos Santos Guimarães;


1936 – A casa foi doada por Ernestina Esteves dos Santos Guimarães à Casa Pia e Colégio dos Órfãos de São Joaquim;


(Foto internet)


Eternos Moradores:


Moradores da região e turistas que estiveram no local, dizem ouvir sons e sussurros, e até mesmo vultos nas janelas em alguns cômodos.


Já houve relato sobre sons de objetos como metais e alguns falam sobre gritos e uma sensação estranha e ruim, ao permanecer no local.

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