Solar das Sete Mortes
- Thais Riotto
- 10 de jun. de 2021
- 3 min de leitura
Atualizado: 29 de mai. de 2025
Localização: Rua do Passo, Centro Histórico de Salvador, Bahia/Brasil

(Foto internet)
História:
Construída na segunda metade do século XVII, no qual de acordo com dados históricos, o prédio foi construído para uso exclusivamente residencial.
Sua arquitetura mescla alguns estilos: português, espanhol, árabe e mouro, com detalhes inglês na parte interna da casa.
Trecho a seguir retirado em cópia do site oficial Iphan: Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional.
Casa urbana que se desenvolve em dois pavimentos e mais um sótão, em torno de um pátio interno, com revestimento de azulejos seiscentistas nas paredes e de mármore no piso.
Em torno do pátio, nos dois pavimentos, abrem-se galerias de circulação. Pode-se encontrar ainda, a casa de banhos com banheira encrustada de conchas. A caixa externa da construção é constituída de alvenaria de pedra com paredes internas do tipo francês.
Sua fachada é revestida de azulejos azuis portugueses da segunda metade do séc. XIX, e o vestíbulo decorado com azulejos ingleses da mesma época. As janelas do pavimento superior são do tipo janela-rasgada com balcão e recebem ornamentos no estilo D. Maria I.

(Foto internet)
No ano de 1943, foi tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, como patrimônio nacional, possui grande valor histórico e arquitetônico.
Porque Casa das Sete Mortes?
No ano de 1756, ocorreram alguns homicídios, segundo documentos dos Arquivo Público da Bahia.

(Foto internet)
Apesar de levar o nome de 07 mortes, segundo os documentos e registros oficiais com base em investigações, aconteceram 04 assassinatos na residência e em todos foram usados facas. As investigações aconteceram durante anos e não conseguiram até o momento, explicar as mortes.

(Foto internet)
Os 04 Assassinatos:
Padre Manoel de Almeida Pereira, 02 escravos e 01 empregado.
Ano de 1881:
No ano de 1881, Joaquim Esteves dos Santos, proprietário da casa, veio a falecer (não encontrei registros sobre a morte). Joaquim, deixou a casa para suas filhas Ana Inocência Esteves Alfama e Ernestina Esteve dos Santos Guimarães.
No ano de 1936, Ernestina Esteves dos Santos Guimarães doa a propriedade para à Casa Pia e Colégio dos Órfãos de São Joaquim.

(Foto internet)
Somando os 04 assassinatos que consta em registro, mais uma morte, aparentemente de forma natural, a propriedade soma 05 mortes no total, talvez as outras duas, possam estar ligadas aos antigos proprietários ou alguma morte que tenha ocorrido na época de sua construção e até o momento não se tem notícias oficiais.

(Foto internet)
Cronologia:
Séc. XVII – Fundação da casa. Nela residiu no século imediato o Padre Manuel de Almeida;
1755 – Segundo o Livro do Tribunal das Relações da Bahia, sucederam neste ano, não sete mortes, mas (04) quatro por homicídio, na casa;
1795 – Casa pertence a D. Catarina de Senna da Silva Marinho;
1881 – Morre Joaquim Esteves dos Santos deixando a casa para suas filhas Ana Inocência Esteves Alfama e Ernestina Esteve dos Santos Guimarães;
1936 – A casa foi doada por Ernestina Esteves dos Santos Guimarães à Casa Pia e Colégio dos Órfãos de São Joaquim;

(Foto internet)
Eternos Moradores:
Moradores da região e turistas que estiveram no local, dizem ouvir sons e sussurros, e até mesmo vultos nas janelas em alguns cômodos.
Já houve relato sobre sons de objetos como metais e alguns falam sobre gritos e uma sensação estranha e ruim, ao permanecer no local.


