Naufrágios em Bertioga: Lenda ou Realidade?
- Thais Riotto
- há 3 horas
- 2 min de leitura

A região de Bertioga, no litoral paulista, possui registros históricos pontuais de naufrágios catalogados em bases nacionais.
No entanto, é importante esclarecer com precisão técnica: não há naufrágios confirmados, mapeados e estruturados como pontos oficiais de mergulho recreativo na área costeira direta de Bertioga.
Os registros históricos existentes são documentais, mas não há documentação pública consolidada sobre visitação subaquática estruturada nesses destroços.
1. Naufrágio “Monchão” (1947)
Contexto histórico
O nome Monchão aparece em bases históricas de naufrágios do litoral paulista, com registro associado ao ano de 1947, na faixa costeira de Bertioga.
Os registros públicos disponíveis indicam:
Ano aproximado: 1947
Localização geral: litoral de Bertioga
Tipo de embarcação: não especificado nos registros públicos acessíveis
Causa: não documentada nas bases abertas
Não há informações oficiais disponíveis online que detalhem tonelagem, bandeira, carga ou circunstâncias exatas do afundamento.
Condições marítimas da região
A costa de Bertioga apresenta:
Fundo predominantemente arenoso
Bancos de areia móveis
Correntes costeiras variáveis
Influência de ressacas sazonais
Esses fatores contribuem para soterramento gradual de estruturas metálicas ou de madeira ao longo das décadas.
Mergulho no local
Não há ponto de mergulho oficialmente cadastrado ou explorado comercialmente com o nome “Monchão” em Bertioga. Se existirem remanescentes estruturais:
A visibilidade média na região varia de 1 a 5 metros
Até o momento, não há registro em operadoras de mergulho locais de exploração regular desse naufrágio.
2. Naufrágio “Monte de Trigo” (1947)
Registro histórico
O nome Monte de Trigo também consta em listagens históricas de naufrágios associados ao litoral paulista, incluindo a área de Bertioga, com data estimada em 1947.
Importante: Existe uma ilha chamada Ilha Montao de Trigo, localizada mais ao norte, próxima a São Sebastião.
Há tradição oral associando o nome a um antigo barco carregado de trigo que teria naufragado na região, mas não há comprovação documental pública detalhada confirmando tipo e circunstâncias técnicas dessa embarcação.
Aspectos geográficos
A região entre Bertioga e o Canal de São Sebastião apresenta:
Áreas rochosas
Paredões submersos
Correntes mais intensas em comparação à enseada de Bertioga
Caso o registro “Monte de Trigo” esteja relacionado a essa faixa mais aberta de mar, os restos poderiam estar:
Em maior profundidade
Em área de navegação exposta
Sob forte ação hidrodinâmica
Mergulho associado
Na área da Ilha Montão de Trigo (fora da enseada direta de Bertioga), há mergulhos naturais em:
Costões rochosos
Paredões
Vida marinha abundante
Mas isso é mergulho em ambiente natural, não em destroço confirmado de naufrágio histórico catalogado.
3. Perfil do mergulho na região de Bertioga
Embora não haja naufrágios estruturados como atrativos turísticos consolidados, o mergulho na região apresenta características específicas:
Tipo de mergulho predominante
Mergulho costeiro
Fundo arenoso com baixa estrutura artificial
Áreas de costão rochoso em trechos específicos
Condições técnicas
Visibilidade: 1 a 6 metros (dependente de maré e clima)
Profundidade média costeira: 3 a 12 metros
Corrente: geralmente moderada, podendo aumentar em ressaca
Biodiversidade comum
Sargos
Paratis
Tainhas
Ouriços
Estrelas-do-mar
Pequenos crustáceos




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