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Naufrágios em Bertioga: Lenda ou Realidade?

Foto: Pesquisa
Foto: Pesquisa

A região de Bertioga, no litoral paulista, possui registros históricos pontuais de naufrágios catalogados em bases nacionais.


No entanto, é importante esclarecer com precisão técnica: não há naufrágios confirmados, mapeados e estruturados como pontos oficiais de mergulho recreativo na área costeira direta de Bertioga.


Os registros históricos existentes são documentais, mas não há documentação pública consolidada sobre visitação subaquática estruturada nesses destroços.

 

1. Naufrágio “Monchão” (1947)


 Contexto histórico


O nome Monchão aparece em bases históricas de naufrágios do litoral paulista, com registro associado ao ano de 1947, na faixa costeira de Bertioga.

Os registros públicos disponíveis indicam:


  • Ano aproximado: 1947

  • Localização geral: litoral de Bertioga

  • Tipo de embarcação: não especificado nos registros públicos acessíveis

  • Causa: não documentada nas bases abertas


Não há informações oficiais disponíveis online que detalhem tonelagem, bandeira, carga ou circunstâncias exatas do afundamento.

 

Condições marítimas da região

A costa de Bertioga apresenta:


  • Fundo predominantemente arenoso

  • Bancos de areia móveis

  • Correntes costeiras variáveis

  • Influência de ressacas sazonais


Esses fatores contribuem para soterramento gradual de estruturas metálicas ou de madeira ao longo das décadas.

 

 Mergulho no local

Não há ponto de mergulho oficialmente cadastrado ou explorado comercialmente com o nome “Monchão” em Bertioga. Se existirem remanescentes estruturais:


  • A visibilidade média na região varia de 1 a 5 metros

 

Até o momento, não há registro em operadoras de mergulho locais de exploração regular desse naufrágio.


 

2. Naufrágio “Monte de Trigo” (1947)


Registro histórico


O nome Monte de Trigo também consta em listagens históricas de naufrágios associados ao litoral paulista, incluindo a área de Bertioga, com data estimada em 1947.


Importante: Existe uma ilha chamada Ilha Montao de Trigo, localizada mais ao norte, próxima a São Sebastião.


Há tradição oral associando o nome a um antigo barco carregado de trigo que teria naufragado na região, mas não há comprovação documental pública detalhada confirmando tipo e circunstâncias técnicas dessa embarcação.

 

Aspectos geográficos


A região entre Bertioga e o Canal de São Sebastião apresenta:


  • Áreas rochosas

  • Paredões submersos

  • Correntes mais intensas em comparação à enseada de Bertioga


Caso o registro “Monte de Trigo” esteja relacionado a essa faixa mais aberta de mar, os restos poderiam estar:


  • Em maior profundidade

  • Em área de navegação exposta

  • Sob forte ação hidrodinâmica

 

 

Mergulho associado

Na área da Ilha Montão de Trigo (fora da enseada direta de Bertioga), há mergulhos naturais em:


  • Costões rochosos

  • Paredões

  • Vida marinha abundante

 

Mas isso é mergulho em ambiente natural, não em destroço confirmado de naufrágio histórico catalogado.

 

3. Perfil do mergulho na região de Bertioga

Embora não haja naufrágios estruturados como atrativos turísticos consolidados, o mergulho na região apresenta características específicas:

 

Tipo de mergulho predominante

  • Mergulho costeiro

  • Fundo arenoso com baixa estrutura artificial

  • Áreas de costão rochoso em trechos específicos

 

Condições técnicas

  • Visibilidade: 1 a 6 metros (dependente de maré e clima)

  • Profundidade média costeira: 3 a 12 metros

  • Corrente: geralmente moderada, podendo aumentar em ressaca

 

Biodiversidade comum

  • Sargos

  • Paratis

  • Tainhas

  • Ouriços

  • Estrelas-do-mar

  • Pequenos crustáceos

 

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