Naufrágio do Arinos - História & Mistério
- Thais Riotto
- 23 de jan.
- 2 min de leitura
Local: Praia de Aguas Dulces, no Departamento de Rocha, Uruguai

O Arinos repousa nos arredores da Praia de Aguas Dulces, no Departamento de Rocha, Uruguai.
A região fica a aproximadamente 11 km a sudeste de Castillos, na costa atlântica do país, banhada pelo Oceano Atlântico.
O naufrágio ocorreu em 9 de outubro de 1875, durante uma intensa tempestade acompanhada de neblina.
O navio, de origem portuguesa, fazia a rota entre Rio de Janeiro e Montevideo, com escalas em Rio Grande, transportando passageiros e cargas valiosas.
A tragédia transformou a embarcação em um dos naufrágios históricos mais icônicos do Uruguai, envolto em lendas e mistério até os dias atuais.
Arquitetura e Estrutura do Navio
O Arinos era um navio a vapor impulsionado por roda de paletas laterais, tecnologia comum no século XIX, destacando-se pela robustez e funcionalidade.
Hoje, os restos visíveis do navio estão parcialmente corroídos, mas ainda preservam elementos do maquinário e da estrutura metálica.
Durante as marés baixas, é possível observar a roda de paletas e trechos do eixo do navio emergindo entre areia e ondas, oferecendo aos visitantes uma visão tangível da embarcação que um dia navegou pelo Atlântico.
O naufrágio, apesar de parcialmente destruído, mantém-se como um símbolo histórico, mostrando a engenharia naval da época e proporcionando aos visitantes uma experiência direta com a história marítima uruguaia.
História
Na ocasião do encalhe, o Arinos carregava uma carga de moedas de ouro, destinada a financiar operações militares do exército imperial brasileiro durante a Guerra da Tríplice Aliança (1864‑1870).
Documentos históricos registram que o capitão relatou em 13 de outubro de 1875 que havia recebido duas caixas com 4.367 libras esterlinas, que desapareceram durante o naufrágio.
Desde então, surgiram diversas lendas sobre o tesouro perdido, incluindo histórias de moedas escondidas sob palmeiras próximas ou enterradas nas proximidades da Laguna de Briozzo.
Alguns relatos sugerem ainda que parte do tesouro teria sido saqueada por revolucionários brasileiros, aumentando o mistério e o fascínio em torno do local.
Mistério e Atmosfera
O Arinos não é apenas um naufrágio; é um cenário de lenda e mistério:
Os restos visíveis entre areia e ondas criam uma aura fantasmagórica, como se o navio estivesse emergindo do tempo.
A lenda do tesouro perdido reforça o fascínio, convidando visitantes a imaginar os segredos que ainda podem estar escondidos sob a areia e as lagoas da região.
O ambiente isolado e tranquilo de Aguas Dulces potencializa a sensação de história viva, tornando o local ideal para turismo cultural, histórico e de exploração costeira.
O naufrágio do Arinos é, portanto, um destino que une história, mistério e turismo, oferecendo uma experiência imersiva para quem deseja explorar as histórias esquecidas pelo tempo e os segredos do Atlântico uruguaio.





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