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Ilha Anchieta – Ruínas com gritos do passado

Local: Ilha Anchieta (cerca de 8 km do continente e 213 km da capital), Ubatuba, SP


Foto: Pesquisa/Montagem
Foto: Pesquisa/Montagem

Entre as águas verde-esmeralda do litoral norte de São Paulo, existe uma ilha que parece suspensa entre o presente e o passado: a Ilha Anchieta.


É a segunda maior ilha do litoral paulista, parte do Parque Estadual da Ilha Anchieta (PEIA), que protege tanto a Mata Atlântica quanto as ruínas de um presídio antigo, palco de histórias de violência, rebelião e mistério.


Para quem visita, a ilha oferece uma experiência que mistura história intensa, beleza natural e uma aura sobrenatural que deixa qualquer turista com arrepios.

 

Arquitetura das Ruínas: Presídio e Vilas Fantasmagóricas

 

As ruínas da ilha são testemunhas silenciosas de um passado sombrio. Entre elas:


  • Pavilhões do presídio, com pátios retangulares e estruturas rígidas que parecem observar cada visitante.


  • Vilas de funcionários e militares, quartéis, fábrica de tijolos e colônia correcional.


  • Vestígios de ladrilhos hidráulicos e alvenarias antigas, algumas ainda preservadas em cozinhas e corredores.


  • Intervenções modernas com resinas, ancoragens e tratamento de madeira mantêm o local seguro para visitantes, mas não diminuem a sensação de abandono.



Caminhar por esses corredores é como atravessar o tempo: o vento parece sussurrar segredos, as paredes envelhecidas rangem, e cada sombra parece carregar o peso de quem já passou por ali.

 

História: Entre Catequese, Prisão e Rebelião


Antes de se tornar presídio, a ilha recebeu nomes como Ilha dos Porcos e “Pô-Quã”, referência aos seus dois morros. Durante o período colonial, abrigou indígenas e missões jesuíticas, servindo para catequese.


No início do século XX, a ilha tornou-se colônia correcional/presídio para criminosos perigosos, ganhando notoriedade pela repressão rígida e rebeliões.


Em 1934, recebeu o nome de Ilha Anchieta, em homenagem ao padre José de Anchieta.


O presídio funcionou até meados dos anos 1950 e foi palco da rebelião de 1952, considerada uma das mais violentas do sistema prisional brasileiro:


  • 129 presos fugiram;

  • 6 nunca foram recapturados;

  • 118 mortos no confronto.

 

Em 1977, a ilha passou a ser oficialmente parque estadual, preservando tanto ecossistema quanto memória histórica.

 

Eternos Moradores

 

O passado sangrento da ilha deixou marcas que, dizem os moradores e visitantes, ainda não foram apagadas:


  • Vozes e gritos de antigos presos são ouvidos por alguns turistas, especialmente próximos aos pavilhões.


  • A rebelião de 1952 e as mortes violentas contribuem para a fama de “mal-assombrada”.


  • Algumas trilhas e áreas de ruínas são descritas como locais de energia pesada, onde visitantes sentem desconforto, frio súbito ou a sensação de estarem sendo observados.

 

Os relatos variam: passos no corredor, sombras fugidias, sussurros indecifráveis… e a sensação de que, a qualquer momento, alguém do passado pode cruzar seu caminho.

 

A Ilha Anchieta combina história, natureza e mistério:


  • Ruínas únicas de presídio do início do século XX, pouco comuns no turismo convencional.


  • Trilhas em meio à Mata Atlântica, praias isoladas e paisagens de tirar o fôlego.


  • Experiência de turismo histórico e paranormal, que atrai curiosos, aventureiros e investigadores de mistérios.


 

Cuidados:


  • Algumas áreas estão fechadas ou requerem guia, especialmente nas ruínas em restauração.


  • Ambiente natural + histórico exige bom calçado, água e atenção ao terreno.


  • A reputação de assombração é baseada em relatos populares, experiências subjetivas podem ser intensas.

 

A Ilha Anchieta não é apenas um destino de ecoturismo: é uma viagem ao passado, onde cada pedra e cada sombra contam histórias de vidas interrompidas e vozes que ainda ecoam pelo tempo.


Quem ousa atravessar suas trilhas e explorar suas ruínas, talvez não volte do mesmo jeito…

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